25 de junho de 2009

Eu digo

"Conversas! Assim teu cérebro corresponde absurdamente a teus incansáveis sonhos."

Era ontem. Exatamente no dia anterior. Fiquei a rodear as ideias, os ares e àquelas pessoas que passavam por ali, bem longe, que quase não enxergava com tanto tumulto correspondente ao dia de prova. Que tantos pré-cursores de universidade faziam no mesmo lugar que eu? Ou melhor, que ela?


Deixa para outro canto esse assunto...


Hoje quero expor com um belo sorriso e sentir-me inspiradora em frente à jaboticabeira da vovó. É, isso mesmo. Mas, espere... jaboticabeira? sorriso? avó?
Série completa de que isso não vai dar certo. Não para mim. Contudo, seja com sol ou chuva, não existe local mais romântico e mais místico. E, a melhor parte é quando aquela imensidão de pontos pretos, feito pupilas, te devoram no mesmo tempo em que olhas para o gigantesco azul celeste (estando a desaparecer com a escuridão da noite), com a mesma intenção devoradora. Digam lá que não é linda!? Pois foi algum tanto que marcou a infância de Teca.
Teca? É. Um de meus apelidos que vovó não faz questão de esconder. Coisas de família...

O final de tarde era todo meu e não valia a pena dizer mais nada.
Era encantador quando mamãe não podia cuidar de mim em determinado final de semana e eu, de praxe, ia pra casa de vovó. Mas esse "ir" era raramente atraído pelo " vem, temos que voltar". Sutilmente deixava os donos da casa em seus afazeres normais e ia toda alegre, pra perto das jaboticabas. Como aquilo me fascinava! Parecia ser tudo que tinha, tudo que desejava durante a semana.

Expressar o fascínio por essa tal árvore é mostrar-lhes não somente a árvore, mas como a menina que aconchegava-se ao partir para aquele fundo de quintal; era o complemento do dia triste que passara, da bronca injusta que levara, do pontapé do amiguinho de escola e até mesmo dos beliscões da mamãe estressada.



Tudo isso, apenas Teca sente. Apenas Teca pode (re)viver.

8 comentários:

Débora Andrade disse...

Nossa, como eu mergulhei nessa leitura, imaginei todo o cenário, me deu uma vontade imensa de ficar aos pés de uma árvore, relembrando momentos. Me deu uma vontade sadia de ser você por uns instantes.

Livre Pub disse...

Aaah, isso me lembrou a minha avó e o seu pé de jambo. Ou então a mangueira da minha tia avó. E essas árvores são detentoras de tantos segredos... Elas viram tudo!

Débora Andrade disse...

Fabi, dá uma olhada aqui, acho que você vai gostar: http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=54354537

.: Juliana :. disse...

Que belo texto Fabiana. Parabéns.

Obrigada pela visita e pelas palavras. Quero mergulhar em meus pensamentos mais profundos nesses dias lá no interior. Quero rir, chorar, correr, pular, abraçar, beijar, conversar, pensar, e tudo o mais.

Uma ótima semana.

Bjs.

Bárbara disse...

Eu conheço a Teca desde que nasceu, ela nasceu Teca, agora é Fabiana, também conheço muito bem a Jaboticabeira, posso ve-la aqui da janela.
Os finais de semana com a Teca eram muito bons, ela começou a falar muito cedo, lembro que com um ano já me pedia para lhe ajudar a calçar as suas sandalhinhas brancas...e como a Teca era gorrrda!!!!
Eu só não sabia que a Teca ia se transformar na Fabiana de hoje, uma menina linda, inteligente, super do bem e de quebra escreve esses textos maravilhosos.
Teca, quando quiser a Jaboticabeira ainda está aqui no mesmo lugar, e a vovó também.
Bjo da sua prima Bárbara.

Grazi disse...

Adorei o cenário descrito, o texto mais ainda!
Bjus

Luiz disse...

Magnifico o modo como vc descreve sua infância como sendo de outra pessoa...
Pode ser uma bela autora, já pensou nisso?!
Presumo que já tenha lido 'Um Girassol na Janela - Ganymédes José'
Se não, receito..!
Sem te conhecer a fundo, muito parecido com teu modo de dizer, falar, escrever... ;D

Elisabeth Aparecida disse...

Fabi, esse texto é realmente maravilhoso.
Mesmo não sabendo como foi a sua infância, através das suas palavras, parece que a gente consegue decifrar que tudo aquilo vivido pela Teca, foi uma etapa da sua vida que será relembrada eternamente com muito carinho, pois se trata de momentos marcantes e de certa forma, momentos especiais com certeza.
Em pouco tempo que conheço a Fabi, eu sempre tive a certeza de que ela, com sua maneira simples de ser, conseguirá alcançar todos seus ideais.
A Teca que é a Fabi e a Fabi que sempre será a Teca (pra vovó), sabe o tamanho da minha torcida para ela conseguir realizar seus sonhos de ser uma grande profissional e também de construir uma linda família ao lado de alguém que a mereça.
Grande beijo Fabi.

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