18 de julho de 2009

"Não, eu não posso fazer isso com ela", pensou, pondo os pés para fora da pensão. "Tudo o que eu mais queria era a sua felicidade, só isso", não se conformando com a desgraça que causara em tão pouco tempo.


Nadia havia terminado o segundo ano de estágio no laboratório bem distante da pensão. Voltava, pela última vez, da tal clínica. Dobrando a esquina, tão distraída com as folhas de registro, tromba com aquela que seria sua mais nobre razão de viver: Ana.
Meio assustada e sem jeito, desculpa-se três vezes seguidas, mas logo percebe a risada da garota e vê que... está tudo bem.
A troca de olhares não foi suficiente. (Não) gostariam de se trombar por ali novamente.
No travesseiro, a ausência daquele sorriso envolvia ambas as partes. Vozes perturbavam seu sono. Desejava ao menos, saber o nome de quem roubava seus pensamentos. Um tanto otimista demais, Nadia sabia que aquela seria a face com quem deitaria todos os dias de seu futuro previsível. Buscava tão já, desejos intensos, risadas sem motivos, lembranças para os filhos... ESPERE! Ela nunca mais veria aquele sorriso. É, aquele sorriso era único, a palidez natural de sua pele e o sopro de sua risada estavam prestes a desabrocharem. Deu receio de partir daquele lugar por saber que assim ela não veria mesmo sua amada.







Sem mais por hoje. (L)

5 comentários:

Débora Andrade disse...

Interessante, muito interessante, ainda que eu me considere parte daquela pensão cheia de moralistas. :x
OISADJDOISAJDA'

beeeijos branquela :*
continua!

Débora Andrade disse...

Selinho pra ti lá no blog! :*

Feeeliz dia do amigo (:

Livre Pub disse...

Inspirado em fatos reais?
Fiquei numa dúvida ferrenha!

By Mari Molina disse...

Muito legal Fabiana! Vim retribuir a visita que me fizeste, gostei, te linkei lá no blog e passarei a visitá-la com frequência.
Beijos

Isabelle disse...

Massa seu texto...
Gostei

Postar um comentário

Sente-se, relaxe.