13 de novembro de 2008

Desperte


Não é como olhar o espelho.
Alguém está pintando nosso retrato.
Observe. Observe.
Então, nós temos tinta na mão, mas ainda pintamos o mesmo.
A linguagem que pode libertar, nos mantém trancados.
Algemas confortáveis, a segurança da repetição.
Procuramos as velhas lições no mesmo quadro.
Você pode dançar, mas são eles que tocam.
Alguma coisa dentro incita a querer ver tudo mudar, mas...
Podemos pagar pra ver alguém pelas estradas que desejamos estar.
Emocione-se com a representação.
Vista a fantasia.
Tudo que está supostamente acabado expressa o passado.
Começo-meio-fim é o princípio da não-interferência.
O final feliz é o fim das possibilidades.
Mas tudo o que temos em pedaços na fantasia pode ser completo na realidade.

Um comentário:

Thiago disse...

Poesia muito profunda, muito bem escrita. Parabens!
Ana

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Sente-se, relaxe.